Rito de Admissão às ordens sacras dos Seminaristas da Teologia

Admissão as Ordens Sacras

A admissão às Ordens Sacras é conferida ao seminarista que conclui o 1º ano de Teologia (que corresponde ao 5º ano do período formativo).

Através desse rito, o seminarista assume o compromisso de dedicar a própria vida ao serviço da Igreja, para glória de Deus e para o bem das almas. O seminarista fica obrigado a ter um cuidado especial com a sua vocação e a procurar desenvolvê-la ulteriormente; e adquire o direito a dispor dos devidos auxílios espirituais, para poder cultivar essa sua vocação e conformar-se com a vontade de Deus, sem interpor condição alguma. Ele se compromete também a completar sua formação humana e espiritual, teológica e pastoral para ser um digno Ministro e servidor de Deus e da Igreja.

O rito é um contrato oficial público entre o candidato e a Igreja, sem dúvida é um ato espiritual e eclesial que compromete ambas as partes, é um primeiro passo importante e comprometedor. De um lado o candidato manifesta publicamente sua vontade de se oferecer a Deus a Igreja para exercer a Ordem sagrada, de maneira livre, consciente e propósito responsável (intenção); e do outro lado a Igreja que ao receber este oferecimento o elege e o chama para que se prepare para receber a Ordem Sagrada (diaconato/presbiterado). O rito compromete o candidato a conformar toda sua vida ao espírito evangélico e a viver firme nas três virtudes teologais (fé, esperança e caridade), e a crescer no zelo do espírito apostólico disponível a evangelizar.

A consagração própria do celibato, observado por causa do Reino dos Céus, assim como a obrigação deste, para os candidatos ao Sacerdócio e para os candidatos não-casados ao Diaconado, estão realmente conexas com o Diaconado. O ato público de assumir a obrigação do celibato sagrado, perante Deus e perante a Igreja, deve ser celebrado, mesmo pelos religiosos, com um rito especial, que deverá preceder a ordenação diaconal.

“Aqueles que aspiram ao Diaconado e ao Presbiterado manifestam publicamente essa sua vontade de se entregarem a Deus e à Igreja, para exercer a Ordem sacra; a Igreja, por sua vez, ao receber este oferecimento, escolhe-os e chama-os, a fim de eles se prepararem para a recepção da mesma Ordem sacra a que aspiram; e, desta forma, serão eles agregados regularmente entre os candidatos ao Diaconado ou ao Presbiterado.” (Ad Pascendum 16)

Os candidatos às Ordens sacras, quer com o estudo quer com o exercício gradual dos ministérios da Palavra e do Altar, através de um contato íntimo, meditem nesse duplo aspecto da função sacerdotal e se familiarizem com ele. Disso resultará a autenticidade do mesmo ministério, que lhe dará também grande eficácia.

“Os candidatos, então, aproximar-se-ão das Ordens sacras plenamente conscientes da sua vocação, ferventes de espírito, desejosos de servir ao Senhor, dispostos a perseverar na oração e generosos no prover às necessidades dos santos”. (Ad Pascendum 16)

Deve ficar claro que a admissão as ordens, não pode ser confundida de nenhuma maneira como “ordens menores”, pois a incorporação ao estado clerical se dá a partir da ordenação diaconal.  

--------------

REFERÊNCIA

D' ARCY S, Jacques. Manual de preparação ao  rito de admissão, ministérios e ordens sagradas. Aspectos históricos, teológicos, canônicos, funcionais, litúrgico e espiritual. ed. CELAM. Santafé de Bogotá, 1998. Tomo 1 e 2.

Autor: Seminarista Valdinei Rodrigo Biassi - 3º Ano de Teologia